Publicado por: Summer Wardhani | Outubro 22, 2008

Por fim

Consegui. Já não doi, já sou capaz de dizer que não pertenço a Portucalis nem tenho nada que ver com o sítio. Na verdade, há muito que deixei de me identificar com tudo aquilo. Foi orgulho, o que me manteve lá, a sangrar os bolsos todos estes meses ? Ou o meu sentido de responsabilidade para aqueles que lá vivem, que acaba sempre por se sobrepor a tudo e mais alguma coisa? É bem capaz de ter sido uma mistura de ambas.

Contudo, o facto é que se por um lado não lhes devo nada – nem eles a mim – por outro, com o tempo e as agressões todas, já consigo que não doa, o pensamento de me afastar de tudo aquilo. No fundo, é como todas as relações: a coisa ou é regada ou acaba por se desfazer por entre os dedos. E as discussões corroem e relativizam tudo o que a dado momento nos parece importante.

É um alivio. Deixar tudo aquilo para trás. Os podres e os merdas que nada têm que ver comigo. Pensar que em tempos foi tão importante ser Portucalense…. agora, chego a ter vergonha de o ser. E se nem sequer consigo pôr os pés no sítio, na verdade para que continuo a gastar quase 200 euros com aquilo, quando há aí tantos sapatinhos e botas da nova estação giríssimos nas montras FL só à espera que eu acorde ?
hehehe

Pois… é um alivrio mesmo grande. E como sempre, agora só preciso controlar a minha impaciência e deixar a coisa acontecer dentro dos prazos inevitáveis. Porque por mim, a libertação acontecia já HOJE !

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Publicado por: Summer Wardhani | Setembro 30, 2008

Uma vez existiu algures um território chamado Portucalis

… e eu a tentar decidir o que pesa mais, se o alívio ou a dor.

Publicado por: Summer Wardhani | Agosto 22, 2008

5 da manhã

Acordo com a gata a correr por cima de mim, e percebo que já não vou conseguir dormir. Em geral, durmo umas cinco, sete horas por noite. não preciso de mais. Ontem, acabei por me deitar cedo. As traições esgotam-nos, acho.

O sítio a que chamo casa, não o é exactamente. É mais um refúgio, uma espécie de bunker onde deixo o mundo todo lá fora. Para cá chegar, é preciso que eu abra voluntariamente a porta de entrada do prédio, depois outra porta de acesso, e finalmente, é preciso ainda rodar uma terceira maçaneta para se conseguir chegar ao pequeno pátio em frente à minha porta de entrada.

Nos meses mais recentes, contam-se pelos dedos de uma mão as pessoas que transpuseram todas essas portas. A empregada, um amigo temporariamente mais solitário. Ponto. Mais ninguém. E nem é suposto, é assim que eu quero.

Obrigar-me a deixar este espaço onde me sinto segura e inatingível não é fácil. Só mesmo quando se acabam os mantimentos e há que voltar a decorar o frigorífico e a despensa. Não que eu coma muito, com o tempo desabituei-me. Mas enfim, há um adolescente a viver aqui também e esse sim, precisa de se alimentar.

Hoje, acordei de novo angustiada, revoltada, zangada e magoada. Eram cinco da manhã e soube que já não voltaria a dormir. As traições tiram-me facilmente o sono.

Ontem, fui invadida. E não, não gostei nem um pouco. Não tinha convidado ninguém. E no meu refúgio, acho que ainda me assiste o direito de receber ou NÃO receber quem me dá na bolha. E vieram para quê ? Para me dizerem que se encontram repinpadamente alojados a passar férias nessa outra casa que é minha também.

Essa outra casa que é minha também, é o sítio onde eu enterrei anos de sacrificio e as minhas poupanças todas. O sítio onde ainda tenho objectos pessoais, e onde praticamente cada peça de mobilia foi comprada à custa do meu suor. O sítio onde dormi no sofá para que outra pessoa pudesse ficar a brincar ao computador toda a noite, teclando e conversando noite fora. O sítio onde me coibi de jantar para que todos os demais pudessem ter o prato mais recheado. O sítio que sustentei durante anos à custa de jornadas de trabalho de 12, 14 e até 16 horas só para que os restantes pudessem ter uma vida normal… ou pudessem dormir ao longo do dia depois de uma noite particularmente cansativa e estimulante no World of Warcraft.

Dessa outra casa que é minha também, fui literalmente expulsa pelo ódio e pela indiferença. Mergulhada numa sobre-dosagem de anti-depressivos que me deixavam praticamente a dormir o dia todo, a bater dia-sim-dia-sim por aí com o carro que não deveria estar a conduzir e auxiliada apenas por um miúdo de treze anos, foi assim que acabei por sair dessa casa que também é minha. E onde hoje continuam a viver alegremente aqueles a quem outrora chamei de família. Aqueles por quem me esfarrapei a troco de material escolar, férias, festas de aniversário, presentes de Natal.

Essa outra casa, que ainda é minha é o sítio onde se enterra o futuro académico do meu filho, a pessoínha a quem egoisticamente mais prejudiquei com as minhas opções de vida. Para dar aos outros, foi de mim, mas sobretudo dele, que tirei.

E hoje, enfiada no meu canto, assisto aos continuam impavida e alegremente a usufruir da minha dedicação e empenho. Assisto aos sinais de apoio contínuos, à amizade consolidada que rodeia essas pessoas que apenas me usaram e se aproveitaram do que lhes dei, enquanto o pude fazer.

Tento encolher os ombros, trilhar novas rotas, refazer os escombros de vida que me restam. Tento desviar-me dos percursos que fazem. E para quê ? Para me virem apenas bater à porta no final de um dia de paz e esfregar-me na cara a sua felicidade, olhando com ar de gozo a minha decoração minimalista de hoje.

Pois eu dispenso, ok ? Se vivem felizes sobre as ruínas de quem destruíram, pois que vos faça muito bom proveito. Para mim, de qualquer das formas, vocês já não existem, seres abjectos apenas formalmente humanos. O ódio que vos tenho percorre-me de tal forma as veias que me deixa numa fúria incontrolável apenas de pensar que pisam o mesmo planeta que eu. Pudesse eu pagar os honorários pouco simpáticos de advogados competentes e por mim, estariam neste momento já bem atolados debaixo de folhas e folhas de grossos processos judiciais. Pudesse eu…. e teria sem dúvida de volta ao menos o que é meu. Ainda que muito do que dei, muito do que passei, não possa ser pago nunca. Mas essa, é uma dívida que ultraprassa este ciclo de vida humana, e que vos fará certamente carpir ao longo das próximas que vos restam.

Engraçado, hum ? Nunca me tinha percepctionado como alguém vingativo. Provavelmente porque nunca tinha odiado de verdade, antes. Agora vejo que o sou. Que gostaria que sofressem na pele também, nem que fosse um terço ou metade do que me fizeram passar a mim. Que sentissem também as facas do desespero revolverem-lhes as entranhas, que passassem fome e frio e desconforto enquanto os outros à volta se riem divertidissimos.

Não, eu não acredito em “olho por olho, dente por dente”, nem tão pouco em “receber de volta a dobrar o que se fez aos outros”. Mas acredito que a Deusa não dorme… e que mais cedo ou mais tarde pagarão, de uma forma ou de outra, todo o mal que me fizeram. E nem vale a pena estar a identificá-los, porque a Deusa sabe quem são… e o simples recordar das identidades sob as quais se disfarçam me dá vómitos.

Publicado por: Summer Wardhani | Agosto 6, 2008

Fim

Só para deixar um obrigado à meia dúzia de leitores que me acompanhou. Hasta !

Publicado por: Summer Wardhani | Agosto 5, 2008

Reflexão

Foi o que estive a fazer nas últimas horas. E em resultado, este é o último post que aqui publico. A partir de agorinha, a existência de Ms. Wardhani resume-se à existência enquanto dona dos sims Portucalis. Vai tratar da conversão dos sims em open sims, terraplanar e parcelar, deixar tudo prontinho para os proprietários se instalarem e oferecer os restos de terreno que sobrarem em cada uma das ilhas. Depois, vai cobrar tiers no fim do mês e pagá-los aos Lindens, tarefa que felizmente não exige a sua presença in-world.

Foi uma aventura gira. Agora, acabou-se-me a paciência. Mantenho-me disponível por mail para resolver as questões todas dos residentes, e com esses sim, tenho um contrato inquebrável e sem termo. O resto, dispenso. Felizmente há férias por gozar, que me vão permitir enrolar todas as pontas necessárias – espero que uma a duas semanitas sejam o suficiente para finalmente ter o descanso que preciso.

Publicado por: Summer Wardhani | Agosto 5, 2008

Deslealdade e mentiras

… são ainda, infelizmente, daquelas cenas que me tiram totalmente do sério. Que me dão uma vontade quase irresistível de retribuir na mesma moeda. Assim, precisamente, na base do “olho por olho, dente por dente”.

E quão fácil seria fazê-lo. Afinal… tenho mesmo necessidade de levar assim facada após facada ? Sou assim tão masoquista a ponto de prolongar uma agonia que está visto não vai terminar nunca porque haverão sempre de encontrar novas formas de me atingir ? Não, não sou…

E enquanto na minha mente soam as sirenes todas de alerta, e os sinais vermelhos todos a gritar para eu não fazer nada sob impulso, fico a pensar porque diabo teimo eu em ser decente com pessoas que não só se estão perfeitamente nas tintas como fazem a maior gala em anunciá-lo publicamente ?

Publicado por: Summer Wardhani | Agosto 5, 2008

Poizé

Nada como seguirmos a nossa intuição e realmente não acreditarmos no que nos dizem. Esta manhã, nas minhas leituras habituais por essa slogosfera fora, mais uma vez comprovei como as pessoas podem magoar profundamente aqueles a quem protestam laços inquebráveis para a vida toda.

Mas enfim… o que vale é que as pessoas são felizes e eu, espero, deixarei qualquer dia de me sentir traída. Muito melhor não ter um único amigo neste e em outros mundos – ao menos assim as facadas terminam e eu deixo de me sentir sequer obrigada a ouvir seja quem for. Se sempre tive tendência pra fazer o que me dá na bolha, quebrados que são os últimos laços ainda mais livre me sinto.

E o mundo desdobra-se à minha frente, infinito e cheio de opções.

Publicado por: Summer Wardhani | Agosto 4, 2008

A solo

Com o pczito em casa avariado, uma tarde de enorme preguiça, um olho aberto e outro fechado, uma vista de olhos na televisão e o tempo a escorrer devagar entre os meus dedos. Espaço de sobra para me deixar divagar sobre uma série de coisas. Incluindo sobre o tanto se falar em relações virtuais que se transformam em reais, e tão pouco em relações reais que viram virtuais.

Perdendo importância, esfumando-se nas brumas das memórias. As ausências a doerem cada vez menos, os protestos de amizade a terem cada vez menos peso, dia após dia. E pessoas que foram família muito real, durante muitos anos, a tomarem cada vez mais a identidade dos seus avatares e a ocuparem cada vez menos espaço cá dentro, relegados mais e mais para papéis tão secundários que um dia destes… desaparecem de vez.

A vida, é tocada a solo. E eu gosto particularmente do som da minha harpa 😀

Publicado por: Summer Wardhani | Agosto 1, 2008

A (re)construir

In-world, a reconstruir a minha vida pessoal e os meus espaços – os privados e os que pouco utilizo mas fazem, espero, tanta gente feliz. Para Portucalis, finalmente uma solução à vista. Que, em se concretizando, me aliviará substancialmente e assegurará a continuidade do Território. Para mim própria, uma nova etapa, com artigos para a FreeLife Magazine (se todos os artigos me derem o gozo a escrever que me deu o que escrevinhei esta semana, tão cedo não descolo de lá) e muitos, imensos passeios em carteira com uma companhia que se torna mais especial a cada dia que passa.

Sim, é certo que a brincadeira ainda me pesa muito no bolso – um peso bem real, com um impacto bem real. Mas agora pelo menos acredito que talvez seja possível o Natal, e férias no próximo ano.

Off-world, os efeitos da acalmia fazem-se sentir. Entro em casa e já tenho tranquilidade, paz, sossego. Os risos e as brincadeiras reencontradas com o puto “que saíu de dentro de mim”. E finalmente, espaço mental e emocional que me dão novamente vontade e tempo para viver… uma vida real.

Pelo caminho, as percas foram mais que muitas. Sobretudo em termos dos humanos em quem confiei um dia. A percepção da traição é sempre algo com que tive dificuldade em lidar – ainda que outros considerem que se trata apenas disso, de um sentimento. E assim, dos amigos não sobrou nem um. Ficaram companheiros de percurso, de projecto, que a qualquer momento poderão virar costas e partir à procura de outro rumo.

Não faz mal. Sobrei eu, partida, escaqueirada talvez. Mas a saber hoje muito mais do que sabia há um ano atrás. A saber sobretudo que nesta vida, tocamos realmente “a solo”, e é conosco que temos que contar e nada mais.

Em todo o caso, sinto-me mesmo muitíssimo grata a quem me foi aturando e ficando ao longo destes meses. Sem qualquer envolvimento em assunto nenhum, sem nada terem a ganhar com o permanecerem próximos. Foi o caso do Eggy e do JL. Mais recentemente, também do Filipe Connor, da Cat e do Petros. Obrigado pela força, pelas ideias ou por simplesmente me aturarem e distraírem, todos com imensa paciência ! ❤

Publicado por: Summer Wardhani | Agosto 1, 2008

Daydreaming

sentemo-nos sob aquela árvore
deixa-me enroscar nos teus braços,
enfiar o meu nariz no teu pescoço e fechar os olhos
inebriar-me no teu cheiro e não pensar
deslizar pelo ritmo da tua respiração

deixa-me simplesmente estar,
sentir o ar dançando à nossa volta
o tempo a desenrolar-se assim, preguiçoso, à nossa frente
sabendo que vamos ter mais dias assim
que virão outras noites assim…
nos braços um do outro…

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