Com o pczito em casa avariado, uma tarde de enorme preguiça, um olho aberto e outro fechado, uma vista de olhos na televisão e o tempo a escorrer devagar entre os meus dedos. Espaço de sobra para me deixar divagar sobre uma série de coisas. Incluindo sobre o tanto se falar em relações virtuais que se transformam em reais, e tão pouco em relações reais que viram virtuais.
Perdendo importância, esfumando-se nas brumas das memórias. As ausências a doerem cada vez menos, os protestos de amizade a terem cada vez menos peso, dia após dia. E pessoas que foram família muito real, durante muitos anos, a tomarem cada vez mais a identidade dos seus avatares e a ocuparem cada vez menos espaço cá dentro, relegados mais e mais para papéis tão secundários que um dia destes… desaparecem de vez.
A vida, é tocada a solo. E eu gosto particularmente do som da minha harpa
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